forumdoc.mg em Uberlândia

17 e 18 de outubro de 2019

Local: Universidade Federal de Uberlândia / Campus Santa Mônica/ Anfiteatro Bloco 1 S (CEaD)

Programação:

Quinta, 17 out, 14h

Bimi, Shuku Ikaya – Isaka Huni Kuin, Siã Huni Kuin, Zezinho Yube. Acre | Cor | 52 min

Bimi, Shu Ikaya é um telefilme que mergulha na trajetória de vida de Bimi, Mestra Artesã que se tornou liderança política de sua Aldeia Segredo do Artesão/Tarauacá-Acre, atividade essencialmente masculina, obtendo o reconhecimento de sua Terra Indígena. O filme dá voz e visibilidade aos anseios e desejos das mulheres indígenas, permitindo um novo olhar e debate sobre a feminilidade indígena e suas formas de protagonismo.

Comentários: Kawany Lourdes Tupinambá (Cacique MINA – Movimento dos indígenas não-aldeados do Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba)

Sexta, 18 out, 9h30

Noir Blue, Deslocamentos de uma dança – Ana Pi. Minas Gerais, Brasil/ França | Cor | 27 min

No continente africano, Ana Pi se reconecta às suas origens através do gesto coreográfico, engajando-se num experimento espaço-temporal que une o movimento tradicional ao contemporâneo. Em uma dança de fertilidade e de cura, a pele negra sob o véu azul se integra ao espaço, reencenando formas e cores que evocam a ancestralidade, o pertencimento, a resistência e o sentimento de liberdade.

Nome de Batismo, Alice – Tila Chitunda. Pernambuco | Cor | 25 min

Em 1975, a declaração da independência de Angola iniciou uma longa Guerra Civil que matou e expulsou vários angolanos de suas terras. 40 anos depois, Alice, a única filha brasileira de uma família angolana que encontrou refúgio no Brasil, decide ir pela primeira vez à Angola, atrás das histórias que motivaram seus pais a lhe batizarem com esse nome.

Merê – Urânia Munzanzu. Bahia | Cor | 17 min

Um filme de mulheres negras que parte da experiência da diretora Urânia Munzanzu para falar de protagonismo feminino na tradição Jeje Mahi, religiosidade feminina em pontes transatlânticas – do recôncavo da Bahia ao Benim/África. O filme convida as matriarcas do culto de Vodun na Bahia para seu primeiro encontro com a Terra Mãe. Levando as herdeiras da ancestralidade que forjou no Brasil “outras Áfricas”, a diretora refaz o percurso das Rotas da escravidão trilhando caminhos de liberdade de volta à África.

Comentários: Rubia Bernasci (Atriz e produtora Grupo Apoteose/ Mestranda em Artes Cênicas – Instituto de Artes UFU)

Sexta, 18 out, 14h

Terra deu, terra come – Rodrigo Siqueira. Minas Gerais | Cor | 89 min

Terra Deu, Terra Come conta a história de Pedro de Almeida, garimpeiro de 81 anos de idade, que comanda como mestre de cerimônias o velório, o cortejo fúnebre e o enterro de João Batista, que morreu com 120 anos. O ritual sucede-se no quilombo Quartel do Indaiá, distrito de Diamantina, Minas Gerais. Ao conduzir o funeral de João Batista, Pedro desfia histórias carregadas de poesia e significados metafísicos, que nos põem em dúvida o tempo inteiro. A atuação de Pedro e seus familiares frente à câmera nos provoca pela sua dramaturgia espontânea, uma auto-mise-en-scène instigante.

Comentários: Valéria de Paula Martins (Docente Antropologia – Instituto de Ciências Sociais UFU)

Sessões comentadas: Kawany Lourdes Tupinambá, Rubia Bernasci e Valéria de Paula Martins

Coordenação forumdoc.mg.uberlândia: Valéria de Paula Martins

Realização forumdoc.bh: Associação Filmes de Quintal

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