Programação UFMG

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Retrospectiva Adrian Cowell

O olhar de um documentarista dedicado a revelar e a combater através do cinema a destruição da Amazônia: a luta de Chico Mendes, o destino de sociedades indígenas que sobrevivem à investida do “processo civilizatório.”

Adrian Cowell nasceu na China em 1934 e formou-se em Cambridge. Em 1957, fez sua primeira viagem à Amazônia brasileira, integrando uma expedição de jovens cineastas. Durante dez anos, de 1980 a 1990, ele fez a crônica da colonização, do desmatamento e dos incêndios na floresta. Documentou as campanhas ambientalistas, a morte de Chico Mendes, a criação das primeiras reservas extrativistas e os primeiros contatos com os índios Uru Eu Wau-Wau. Sempre com o apoio da Universidade Católica de Goiás e a co-direção e produção brasileira a cargo de Vicente Rios. Como ativista, Cowell foi um dos fundadores do Television Trust for the Environment. Escreveu dois livros sobre índios brasileiros, The Heart of the Forest (Knopf) e The Tribe that Hides from Man (Stein and Day), além de outro paraleo à série A Década da Destruição.


Seminário Filmar o Trabalho – Wang Bing

A partir da exibição da série “Além dos trilhos” (2003), com nove horas de duração, do cineasta chinês Wang Bing, pretendemos discutir como filmar e mostrar a vida cotidiana determinada pelo ritmo do trabalho no mundo contemporâneo: lentidão, duração, resquício.


A perseguição no cinema

com Marie José Mondzain

Marie José Mondzain é professora da École des Hautes Études en Sciences Sociales (EHESS), diretora de pesquisas no CNRS, membro do Conselho Científico do Collège International de Philosophie e diretora do grupo de pesquisas “Observatório das Imagens Contemporâneas”. Filósofa e historiadora da arte, lecionou por muitos anos na Universidade de Paris VIII (Saint -Denis). Colabora regularmente com realizadores de cinema e diretores de teatro, artistas de circo e do campo da fotografia. Dedica-se à análise da imagem e das produções visíveis como problema específico da filosofia em suas vertentes especulativas e políticas. A partir de una pesquisa histórica e filológica no período bizantino até a crise do iconoclasmo, estuda a problemática do visível e o estatuto da imagem até a época contemporânea, incluindo as novas tecnologias da imagem. A fim de identificar efeitos de continuidade e ruptura na administração das visibilidades, examina as diversas etapas a partir da Idade Média e a Renascença até os inícios do século XXI. Escreveu, dentre outros, os livros Image, icône, économie; Le commerce des regards (Seuil); L’image peut-elle tuer?; Homo spectator (Bayard).